Denúncia
documentada, formulada pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá,
Fran Junior, no mês passado, foi arquivada na Procuradoria Geral da República,
mesmo sem os laudos da perícia grafotécnica, que comprovaram, nesta
quarta-feira, ser do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) as assinaturas nas
provas de corrupção encaminhadas à Mesa Diretora do Senado. Segundo o processo,
o ex-governador do Amapá, João Capiberibe, do PSB, organizou um mensalão no
Estado, que beneficiou vários deputados com depósitos de até R$ 20 mil. Entre
eles, o próprio Fran Junior além do hoje senador Randolfe Rodrigues. Após se
manifestar sobre a criação de partidos, alinhando-se com o ministro Gilmar
Mendes, assim como ao grupo de senadores, do qual Randolfe fez parte, que foi
ao STF pedir pela intervenção do Supremo no Congresso, Gurgel foi favorável ao
senador do Amapá e mandou arquivar a denúncia, sob a alegação que não seria
crível um parlamentar assinar recibos que comprovassem um ato ilícito.
No
caso conhecido como ‘mensalão, no entanto, Gurgel usou como provas contra os
parlamentares envolvidos exatamente os recibos assinados por eles no Banco
Rural. A denúncia, na época, também partiu de um parlamentar, o então Roberto
Jefferson (PTB-RJ). No ‘mensalinho’ amapaense, a denúncia é do presidente da
Assembleia, que, além do seu próprio testemunho, apresentou os recibos. Segundo
Gurgel, no entanto, usou de pesos diferentes para cada processo.
Do CORREIO DO BRASIL
