sábado, 7 de maio de 2016

GILMAR PEDE QUE PF E MP INVESTIGUEM EMPRESAS DA CAMPANHA DE DILMA



247 - O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal investiguem indícios de irregularidades em relação a duas empresas que prestaram serviços para a campanha de Dilma Rousseff de 2014. Segundo informações prestadas pela Secretaria de Fazenda de Minas Gerais, as empresas Door2Door Log Serviços e a DCO Informática Comércio e Serviço tiveram seus cadastros bloqueados de forma suspeita.
       No caso da Door2Door, em junho de 2011 houve o bloqueio compulsório da inscrição estadual, porque não foram apresentadas declarações fiscais. Em maio de 2012, o cadastro foi reativado. Em setembro de 2015, houve novo bloqueio compulsório da inscrição estadual pelo mesmo motivo.
        A DCO teve sua inscrição estadual cancelada sem justificativa em outubro de 2004. Em junho de 2006, a inscrição foi bloqueada compulsoriamente, porque não havia endereço do estabelecimento cadastrado. Em dezembro de 2007, o cadastro foi reativado. Em março de 2014, a inscrição estadual foi novamente bloqueada, por falta de apresentação de declarações fiscais. Em setembro de 2014, no auge da campanha, o cadastro foi reativado. Em junho de 2015, a inscrição estadual foi bloqueada por “desaparecimento do contribuinte”. Em outubro do mesmo ano, houve o cancelamento definitivo da empresa.
       Gilmar é relator da prestação de contas de campanha de Dilma. Embora a contabilidade da candidata petista já tenha sido aprovada pelo plenário do TSE em dezembro de 2014, logo depois das eleições, o ministro pediu a investigação de indícios de irregularidades. Fonte: Brasil 247.

OPINIÃO DO BLOG: Depois de tantos escândalos mostrados pela Justiça brasileira, cometidos por políticos e pessoas da elite social, é que a gente consegue enxergar um pouquinho porque os políticos profissionais não tinham, e muitos ainda não têm, interesse numa reforma eleitoral profunda e capaz de acabar com a famigerada contribuição “espontânea” de empresas às suas atividades eleitorais. Por ai a corrupção se estabeleceu de forma muito organizada e durou muito, até sair desse âmbito e ingressar em empresas como a Petrobras de onde se sugou bilhões de reais e a levou praticamente à destruição econômica e moral no conceito internacional.
            Agora imagine-se se há seriamente uma investigação num órgão chamado DNDES. Quanta sujeira não seria encontrada sob os tapetes dos seus administradores. Ah, e  quem dera ao país o direito de conhecer as razões que levaram a SUDENE a ser apenas e tão somente um grande equipamento na capital pernambucana, a quem não se atribui mais o dever de distribuir numerário com quem tem realmente intenção de produzir. Destruiu-se-lhe  a finalidade para que fora criada, ouviu-se como ainda hoje ecoam no Nordeste brasileiro, comentários e mais comentários sobre atuações inadequadas naquele instrumento de desenvolvimento. E ficou tudo apenas em comentários, nada mais que isso.  
E viva a sociedade que tudo sabe embora prefira continuar silenciosa. Tem medo ou é apenas omissão?