domingo, 28 de agosto de 2016

DILMA: NÃO SUICIDO, NÃO RENUNCIO E NÃO FUJO


247 - Dilma vai enfrentar seus algozes nesta segunda-feira (29), na sessão do Senado que a julga por crime de responsabilidade. Condenada, terá confirmado seu afastamento, hoje provisório, a despeito de seus 54,5 milhões de votos. Desde que deixou o comando do País, há 109 dias, a “dama de ferro” do PT mantém-se firme no enfrentamento do golpe.

No último dia 24, em seu último ato público, Dilma cunhou seu grito de guerra: “Hoje eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho de fugir para o Uruguai”. Fez alusão a Jânio Quadros, Getúlio Vargas e João Goulart, antecessores que, como ela, viveram situações limites no exercício da Presidência da República Federativa do Brasil. 

O último ato público de Dilma aconteceu no Teatro dos Bancários, em Brasília, no “Ato em Defesa da Democracia”. Em seu discurso, a petista afirmou que vai ao Senado, na próxima segunda-feira, defender a democracia. “Vou ao Senado defender a democracia, o projeto político que eu represento, defender os interesses legítimos do povo brasileiro e, sobretudo, construir os instrumentos que permitam que isso nunca mais aconteça em nosso país”, discursou.

Dilma sustentou que o “golpe” que enfrenta é diferente do liderado pelos militares que conduziu o país a uma ditadura de 21 anos. Segundo ela, o golpe militar é como um machado que derruba os direitos fundamentais das pessoas. Já o processo em curso contra ela, ressaltou, é como uma invasão da “árvore da democracia” por parasitas.

“A única coisa que mata as parasitas antidemocráticas é o oxigênio do debate, da crítica e da verdade”, ensinou. Fonte: Brasil 247.

VERISSIMO: BRASILEIROS FORAM FEITOS DE PALHAÇOS




247 – A tragicomédia brasileira de 2016, em que a presidente honesta é afastada por políticos corruptos, por meio de um golpe parlamentar, foi retratada pelo escritor Luis Fernando Verissimo, no artigo Ri, palhaço.

"Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal", diz ele.

"O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!"

Verissimo faz ainda um lembrete: "evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós."
Neste fim se semana, Le Monde e New York Times ridicularizam o Brasil. No jornal francês, o impeachment foi chamado de golpe ou farsa. No NYT, Dilma é devorada por ratos. Fonte: Brasil 247.
OPINIÃO DO BLOG: O resultado desse julgamento no Senado da República o mundo já sabe porque o jogo já estava jogado há muito tempo e as cartas eram marcadas. 
Daqui a poucos dias - provavelmente na quarta-feira, 31, - será proclamado o resultado do impeachment de Dilma Rousseff e a sua cadeira de presidente da República poderá estar sendo declarada vaga, ou melhor, ocupada em termos definitivos pelo seu vice-presidente Michel Temer, exercendo hoje em caráter provisório o governo do pais. E então tudo estará terminado e a democracia mais do que nunca terá sido terrivelmente aviltada.
Que seja feita a vontade dos nossos sérios políticos residentes sob o dinheiro do povo, na capital do país. 
E que a História traga o seu veredicto a este povo sofrido, apesar de também sempre´poder se equivocar à luz das artimanhas feitas sempre por bons e momentâneos atores que se movimentam prodigamente nos bastidores do poder.

sábado, 27 de agosto de 2016

RENAN NEGOCIOU RENÚNCIA DE DILMA PARA ELA SE CANDIDATAR COMO SENADORA


Nos bastidores do mundo político de Brasília se comenta que aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) encontraram a presidente afastada Dilma Rousseff para lhe apresentar uma estratégia que poderia ser posta em prática na sua ida ao plenário na segunda-feira (29), 24h antes do desfecho do processo.
Os termos do acordo chegaram a ser detalhados, de acordo com o Blog do Vicente, do Correio Braziliense.
A proposta seria que ela, durante seu fala no plenário do Senado, anunciasse a renúncia do cargo de presidente da República. Com o gesto da petista, caciques de partidos mais próximos tentariam evitar a soma de 54 votos pelo impeachment na terça (30), dia agendado para a votação.
Na avaliação de parte dos aliados da presidente, a renúncia seria — ao contrário do que a própria petista considerava — uma saída honrosa que, na pior das hipóteses, garantiria a manutenção dos direitos políticos, se o processo do impedimento fosse derrubado no plenário. Um dos argumentos era de que, no futuro, Dilma pudesse sair do PT, buscar filiação no PDT e até mesmo voltar a se candidatar em 2018. Interlocutores de Renan chegaram a discutir uma disputa ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Recentemente, os aliados de Dilma assistiram a cúpula petista buscar distância do processo de impeachment, e Executiva do PT recusar, por 14 votos a dois, o enterro da proposta de Dilma de realizar um plebiscito de novas eleições. O martelo batido por Rui Falcão, presidente da legenda, selou de maneira deselegante a relação tempestuosa entre os dois.
Lembra-se que Dilma é originária do PDT, e nunca teve uma convivência pacífica com os petistas. Em seu primeiro ano do mandato, ainda em 2011, a imagem de “faxineira” passou a ser vinculada à da presidente, hoje afastada, por ela ter tirado do ministério parte da tropa indicada por seu padrinho político, Lula. Os movimentos irritaram a cúpula do partido, que chegou a considerar que Dilma jogava contra o ex-presidente.
Além do seu fiel escudeiro, José Eduardo Cardozo, Dilma se cercou de pessoas que nunca caíram nas graças de integrantes do partido, como Aloizio Mercadante e Kátia Abreu.

O apoio público à presidente deu-se mais por uma simples tentativa de manutenção dos cargos na Esplanada dos Ministérios do que afinidade política. A tentativa de negociação com Dilma sobre a possibilidade de renúncia foi logo interrompida com a negativa da presidente à proposta. Fonte: Notícias ao Minuto.

PROCURADOR DO TCU É DESMASCARADO NO JULGAMENTO DO IMPEACHMENT


É tarde demais, mas finalmente José Eduardo Martins Cardozo ganhou uma batalha importante no impeachment.

Considerado a testemunha principal da acusação no julgamento no Senado, o procurador do TCU Júlio Marcelo de Oliveira foi rebaixado para a condição de informante por Lewandowski. Trata-se de um militante.

Cardozo lembrou que Júlio Marcelo “teria se reunido com os denunciantes na época da formulação da denúncia, influenciando portanto esta questão”.

Pediu também que o presidente do STF perguntasse se “ele convocou e participou da manifestação ‘Vem Pra Rua’ para pressionar a rejeição das contas da presidenta”.

Apesar do esperneio de Janaína, que alegou ter conhecido “o doutor Júlio quando ele veio ser ouvido na comissão”, não houve escapatória.

Com sua fala rivotrílica, Júlio Marcelo garantiu que havia apenas divulgado “um comunicado” no Facebook. Gleisi Hoffman retorquiu: “O ato era pela rejeição das contas do governo Dilma. Não era discussão, era rejeição”.

“Como membro do Ministério Público, do TCU, sua senhoria não estava autorizado a fazê-lo. Portanto incide na hipótese de suspeição”, decidiu Lewandowski.

Como informante, a participação de Oliveira tem peso menor no processo, já que não será juntada como prova. Ele pode, também, mentir à vontade.

Ele foi responsável pelas representações que levaram o tribunal a condenar as pedaladas fiscais e virou porta voz do assunto (como ninguém entende nada disso, o sujeito surfou como quis). Ao longo dos últimos meses, Júlio Marcelo foi celebrado como avalizador do impedimento.

Deu entrevistas pseudo didáticas para blogueiros indigentes da Veja. Na comissão do Senado, apontou que as pedaladas causaram a crise econômica. No auge da fama e da glória, em maio, brilhou no Roda Viva, no SBT tucano.

No programa, entre outros assuntos, propôs que se trocassem expressões como “contabilidade criativa”, branda demais, por “fraude fiscal” e “contabilidade destrutiva”. Uau. Augusto Nunes, como diria Caetano Veloso, era uma pletora de alegria.

Boa parte do relatório de Anastasia se baseou nas opiniões de Júlio Marcelo. Desmascarado no julgamento no Senado, ele ainda achou espaço para uma espécie de salvo conduto: “Em 2010, eu votei na Dilma”. E daí?


É a desculpa clássica do racista que tem amigo negro e do homofóbico que tem uma prima gay. No vale tudo do Senado, não tem problema nenhum. Fonte: Pragmatismo Político. 

JANAÍNA JANAÍNA PASCHOAL DIZ QUE VAI TRATAR DILMA ‘COM RESPEITO’ EM EMBATE NO SENADO DIZ QUE VAI TRATAR DILMA ‘COM RESPEITO’ EM EMBATE NO SENADO


Apesar da preocupação por parte de alguns senadores, a advogada Janaína Paschoal afirmou nesta quinta-feira (25) que não pretende protagonizar embates com a presidente Dilma Rousseff na próxima segunda-feira (29), quando a petista irá ao Senado para se defender.

Uma das autoras da denúncia contra Dilma, Janaína diz, porém, que não vai se calar.

“Podem olhar, durante o processo eu não faltei com respeito com ninguém. Eu sempre refutei argumentos, eu nunca ofendi ninguém, nunca acusei ninguém de nada. Só que eu não posso me calar diante de mentiras, de argumentos que são distorcidos”, disse Janaína.

“Nunca desrespeitei ninguém e não desrespeitarei a presidente, primeiro porque ela é um ser humano, segundo porque ela é a presidente da República, e ainda que ao final o processo venha a ser julgado procedente, ela será a ex-presidente da República e merece todo o respeito”, acrescentou.

A apreensão por parte de senadores aliados a Michel Temer é fundamentada no comportamento considerado explosivo da advogada.

Durante a realização dos trabalhos da Comissão do Impeachment no Senado, Janaína discutiu com senadores petistas. Alguns parlamentares chegaram a reclamar da falta de foco da advogada.

Em evento a favor do impeachment realizado da Faculdade de Direito da USP, Janaína protagonizou uma cena que viralizou na internet.

Segurando uma bandeira do Brasil, a advogada – que leciona na faculdade – recorreu a uma parábola bíblica e disse que o Brasil “não é a república da cobra”.


Segundo ela, quando “a cobra cria asa”, Deus manda “uma legião para libertar o país do cativeiro de almas e mentes”. Fonte: Pragmatismo Político.