

Antonio Maciel, abandonado pela esposa que fugira com outro, perambulou pelo interior do Nordeste, principalmente do Ceará, ganhando a vida na restauração e construção de cemitérios, igrejas e capelas. Conhecendo padre Ibiapina, fazedor de muitas caridades, foi por ele fortemente influenciado e se aproximou dos que pobres a quem dava muitos conselhos e por isso foi apelidado de Conselheiro.
À medida que o seu prestígio aumentava perante os mais humildes, o dos padres diminuía e causou fortes reações do clero. Já os latifundiários também eram prejudicados porque os seus empregados abandonavam e seguiam o beato em suas pregações pelos sertões.

Acusado do assassinato da esposa, Antonio Conselheiro foi preso em 1876, no arraial de Bom Jesus e conduzido ao Ceará onde foi julgado e inocentado. Com a sua liberdade, teve o prestígio aumentado perante junto aos seus seguidores que o tinham como beato mártir.
A prosperidade de Canudos incomodou as autoridades políticas e religiosas locais, que sempre buscaram uma forma de neutralizar a liderança de Conselheiro. Em 1896, a compra de madeira em Juazeiro, levou a polícia baiana a investir contra os seus adeptos. Derrotados os policiais, surge a Guerra dos Canudos, de proporções indiscutíveis. O exército fez várias investidas ao arraial, conseguindo destruindo e dizimando a sua população, em 5 de outubro de 1897, não conseguindo prender Antonio Conselheiro que morrera há alguns dias, vítima de infecção intestinal.

