sábado, 25 de fevereiro de 2012

DAS MÃOS DE TROPEIROS...

Enquanto povoado, surgido no século XIX, na área geográfica em que habitavam os indígenas Babicos, a atual cidade de Itapetim, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco, nasceu e cresceu à sombra de arvoredo de umburanas, popularmente conhecidas pelos homens mais simples como imburanas, onde negociavam e descansavam das andanças os tropeiros ali chegados de Sertania e Flores, conduzindo cargas a serem negociadas, inclusive gado bovino nas distantes paragens paraibanas de Princesa Isabel e São José de Espinharas.


Anos depois, 31/03/1931, passou à história como Distrito de São Pedro das Lages, assim permanecendo até 9 de dezembro de 1938, quando recebeu o nome de Itapetininga, e ai se confundia com uma cidade de mesmo nome, no Estado São Paulo, pelo que para diferenciar-se, foi rebatizado como Itapetim, em 31 de dezembro de 1943.

Esse nome foi-lhe muito apropriado, pois na língua tupi, seria traduzido como “pedras soltas”, que abundam nas serras e espaço geográfico onde se situa. Enquanto isso, outros estudiosos da língua tupi, traduzem o vocábulo Itapetim como “pedra achatada branca”.


Sua pujança reunindo-se à incansável luta dos seus filhos mais queridos, fizeram-no tornar-se independente de São José do Egito, pela Lei nº 1.818, de 20 de dezembro de 1953, tendo sido efetivado oficialmente pelo governador de Pernambuco Etelvino Lins de Albuquerque, a 1º de junho de 1954. Nesse momento foi nomeado prefeito o cidadão Francisco José de Maria, popularmente conhecido como Chico Santos.


O município deve muito ao labor do padre João Leite Gonçalves, que sabia caminhar entre os políticos mais influentes do lugarejo e do Estado de Pernambuco, até, e se ombreando a outras figuras de expressão social, econômica e política, conseguiu tornar a sua terra politicamente independente.


Hoje o município de Itapetim é considerado importante berço cultural do Sertão do Pajeú pernambucano, graças às inúmeras figuras que fazem das rimas poéticas o encantamento de quem aprecia poesia de boa qualidade e cantadores renomados pelo país e Nordeste, principalmente.

A boa terra guarda respeitosamente os nomes de poetas filhos naturais e adotivos como irmãos Batista, Rogaciano Leite, Pedro Amorim, Zé Santos, Antonio Pereira de Morais, Amiraldo Patriota, Antonio Piancó Sobrinho, João de Vital e tantos outros.


FONTES: www.pt.wikipédia
www.citybrazil.com.br
www.itapetim.net