MONOPÓLIO EM EVENTOS

Bastou isso para me fazer lembrar que a Festa da Luz, a maior e mais tradicional festa de padroeira da região, sendo por muitos considerada a segunda maior do Estado da Paraíba, perdendo apenas para a Festa das Neves da capital, tem problema parecido e semelhante antes e durante a sua realização.
Nos momentos dos preparativos para esse evento de rua, as empresas revendedoras de cervejas, refrigerantes e bebidas quentes, apresentam as suas propostas de ofertas como barracos, mesas, cadeiras, camarotes e outros patrocínios. Aquele que melhor oferta faz, é o escolhido e a marca que representa passa a ser a única consumida durante todo o período da festa.
Isso geralmente ocasiona certos dissabores porque os comerciantes que durante a campanha eleitoral se assumiram favoráveis ao prefeito, geralmente o procuram querendo dividir a venda dos produtos, e as grandes empresas só assumem a festa se nenhuma outra marca vier a ser oferecida nas barracas, pavilhão e outros semelhantes. Caso seja encontrado outro tipo de bebida sendo vendido no pátio do evento, o contrato será rompido, trazendo prejuízos à edilidade.
Somente no período em que assumi a secretaria municipal de cultura e turismo (2006-09), na gestão da prefeita Fátima de Aquino Paulino, é que passei a compreender como as coisas aconteciam antes e durante os festejos promovidos com o apoio e respaldo da edilidade. E as reclamações eram muitas, com relação à monopolização da festa, por um determinado tipo de marca.
Os que procuram conseguir um pequeno espaço buscando ganhar algum dinheiro durante as festividades, já são avisados que os produtos a serem consumidos pelo público participante, devem ser de tal marca, sob pena de não poder trabalhar, até porque as mesas, cadeiras e barracos são oferecidos por essa mesma marca ganhadora da concorrência. Assim, compreendo a situação delicada que viveu a atriz global Susana Vieira.
Ninguém está imune a esse tipo de exigência, quando há livre concorrência das empresas que se habilitem a ocupar a festa e durante todo o período. Ademais os custos de tão significativo evento são por demais elevados, pelo que a edilidade sempre abre as portas à concorrência, na tentativa de oferecer uma melhor e brilhante festa ao público do município e da região, sem gastar tanto dos cofres públicos.
FONTE: br.omg.yahoo.com