O JOGO DO BICHO
A sua criação se deu pelo senhor de terras e escravos João Batista Viana Drummond, em 1890, e o resultado financeiro seria empregado no Jardim Zoológico, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro, por ele também criado. Concorria com os comerciantes cariocas que criaram uma premiação em brindes para a sua clientela.
O sorteio do jogo do bicho era feito pela escolha de um animal pintado sobre um tecido e o bicho escolhido permanecia oculto até um determinado momento do dia, quando ganharia o prêmio em dinheiro aquele que apresentasse o bilhete de entrada do Zoológico contendo a foto com o animal do dia, recebendo uma premiação em dinheiro vivo.
Futuramente os animais passaram a ser correspondidos a séries numéricas e conquistou a simpatia do povo. Daí a capital da República, cidade do Rio de Janeiro (1889-1960) passou a ser denominada “capital do jogo do bicho”.
As classes mais pobres do país aderiram a essa espécie de bolsa de valores, e apostavam sempre e sempre, na esperança de ganhar alguns trocados a mais, de acordo com a sorte. Muito se prevaleciam de sonhos que interpretavam e faziam fé no jogo do bicho.
No Rio de Janeiro, banqueiros estão ligados às Escolas de Samba, e a polícia federal tem cumprido várias prisões por serem tidos como contraventores, haja vista a atividade não ser controlada pelo governo. Na Paraíba, o jogo do bicho não sofria pressão do governo federal, desde a ditadura militar imposta ao país, a partir do momento em que governou estado, o ex-ministro sertanejo João Agripino Filho, filiado à ARENA – Aliança Renovadora Nacional e as corridas diárias eram feitas pela Loteria Estadual (Lotep), ligada ao governo do Estado.
Na época da ditadura, em reunião acontecida na SUDENE, na cidade do Recife, o presidente Castelo Branco cobrou do governador João Agripino o encerramento definitivo dessa atividade ilegal. João Agripino lhe respondera que acabaria com o jogo quando o governo federal conseguisse empregar os pais que tiravam dali o sustento das suas famílias.