CAMPANHA POLÍTICA DE 1972
Os momentos políticos vividos pelo povo guarabirense sempre foram marcados por frases e/ou apelidos curiosos que se transformam em verdadeiros chavões, e não morrem nem mesmo após as apurações ou posses dos consagrados nas urnas eleitorais.
No ano de 1972, por exemplo, Guarabira viveu outro momento político muito forte, pois uma liderança como o médico João de Farias Pimentel Filho, que já fora prefeito em 1946, por alguns dias e eleito para o mandato de 1963-69, voltava a disputar a prefeitura pela ARENA – Aliança Renovadora Nacional, contra Genival Barbosa de Lucena pelo MDB – Movimento Democrático Brasileiro. Ambos já são falecidos e sepultados nesta terra.
O final do governo municipal Gustavo Amorim da Costa (MDB – Movimento Democrático Brasileiro), em 1972, seria marcado pela necessidade de apontar aos seus correligionários e amigos, um nome à altura de concorrer à prefeitura contra o médico Pimentel Filho, figura de destaque pela sua honradez e conduta moral.
Um outro problema para Gustavo Amorim era não poder ser assessorado publicamente nesse aspecto político partidário, pelo advogado guarabirense Osmar de Araújo Aquino, que tivera o mandato de deputado federal cassado e ainda permaneceria sem direitos políticos por 10 anos, pelo AI-5, nascido da ditadura militar implantada no Brasil (1964-85).
Surge em cena um velho batalhador do PSD, Solon Benevides, de saudosa memória, então Secretário do MDB guarabirense, que se juntando a Gustavo Amorim, Antonio Paulino Filho e Humberto Lucena, conseguiram convencer Genival Barbosa de Lucena, velho farmacêutico estabelecido na cidade, e pessoa de conduta ilibada, a se candidatar a prefeito contra Pimentel Filho. Trazia como candidato a vice-prefeito, outra figura importante do comercio local, Antonio Francisco dos Santos, conhecido como Antonio Rato. Estava formada a chapa apoiada por Gustavo Amorim.
Pela ARENA local, disputariam João de Farias Pimentel Filho e o ex-vereador Severino Bezerra de Souza, às candidaturas de prefeito e vê, respectivamente.
Como a movimentação política dos “calças frouxas” do MDB era muito forte, a ARENA local usou o método da sublegenda ARENA 2, pela qual concorreram a prefeito e vice, o ex-vereador José Janúncio dos Santos e Benedito (do cinema São José) Targino da Costa.
Esse método de legenda e sub permitia que apurados os votos de ambas, se somariam para concorrer contra os adversários. Assim, os “casacudos” obtiveram vitória de 263 votos, mediante os seguintes números, nas eleições municipais de 15 de novembro de 1972:
ARENA 1 – Pimentel Filho 3.718 sufrágios; ARENA 2 – José Janúncio dos Santos 540 sufrágios, que somados para eleger o mais votado, computaram 4.258 sufrágios contra 3.995 obtidos por Genival Lucena, conhecido durante toda a campanha como o “homem da pila” (pílula).
Eleitos Pimentel Filho e Severino Bezerra, foram empossados para o mandato de 1973-77.
Gustavo Amorim perdia a grande oportunidade de fazer o seu sucessor , e seria a primeira vez na história política de Guarabira que sempre teve no poder, situação e oposição se revezando a cada eleição. essa história mudaria a partir de Roberto Paulino.

