segunda-feira, 12 de março de 2012

EXPORTAÇÃO DE JEGUES

Justificar
É de deixar cair o queixo com a notícia de que a China firmou contrato com o Brasil, há alguns dias, para levar cerca de 300 mil jegues nossos ao ano, uma vez que ali será utilizado na indústria de cosméticos e também de alimentos.

O Nordeste do Brasil dispõe de uma população tão grande desses animais que muitos são completamente abandonados em qualquer lugar de uma cidade ou município, e isso há muitos e muitos anos. Hoje, o número de jegues pode ter aumentado devido as facilidades encontradas pelo homem da zona rural ou da periferia das cidades, em realizar a compra de motos de todas as marcas, graças às inúmeras financeiras que trabalham com esse tipo de meio de locomoção, que passou a ser utilizado intensivamente no transporte de mercadorias e também de outros materiais.

Em virtude do excesso de asnos, costumeiramente se pode comprar um animal a preços que variam de R$ 1 a R$ 5 reais, nas ruas ou nas feiras livres existentes nas cidades nordestinas, e podem e s
ão adquiridos não apenas para o trabalho no campo ou no transporte de material de construção, mas para utilização nas troças carnavalescas, corridas humorísticas, etc.



Em muitas cidades, se pode encontrar asnos completamente abandonados à própria sorte, sedentos e esfomeados porque deles ninguém se aproxima e socorre, principalmente. Até são apedrejados por pessoas covardes que fazem dos maus tratos a animais uma prática comum, como se fosse um esporte. Estão ai, portanto, todas as razões necessárias para o grande número de animais, e se a China já os importa abundantemente de países como Zâmbia e Índia para utilização na indústria de cosméticos e preparação de alimentos humanos, se interessa agora em comprar anualmente do Brasil, 300 mil animais.

Por conta desse interesse chinês, uma equipe técnica daquele país esteve visitando no ano passado o Nordeste brasileiro para apreciar e aprofundar o seu interesse na importação dos asnos, da Bahia até o Rio Grande do Norte, quando na oportunidade mantiveram contatos diretos com políticos nordestinos, bem como com fazendeiros importantes

Já se teve no país a produção de carne de jegues, porém, segundo divulgação da imprensa nordestina à época, foram presas algumas pessoas ligadas a esse tipo de produção de alimentos, tendo sido completamente sustada a industrialização desse produto.

Ninguém se surpreenda se surgirem entidades nordestinas em defesa da vida do jegue, que em verdade vendido à China será morto para utilização plena na produção de cosméticos ou de carnes para consumo humano. E se isso acontecer, o momento seria oportuno para se lhes cobrar solução para os milhares de jegues abandonados por estas terras nordestinas, muitos deles às margens das estradas interestaduais, principalmente, provocando aqui e acolá muitos acidentes, alguns desses de graves e grandes proporções.

FONTE: Portal Gazeta do Povo