A HORA DAS CONVENÇÕES
Sábado, 30, é um novo dia no calendário político de Guarabira, pois as convenções para confirmação de nomes à prefeitura e câmara municipal estarão acontecendo, e à noite enquanto o povão aplaude os nomes escolhidos, dos maiores partidos do município, os candidatos se digladiarão através de protestos e palavras de amaldiçoamento, porque compromissos foram rompidos e lealdade esquecida amargamente. A política partidária é assim mesmo nos tempos atuais.
Os discursos ideológicos estiveram presentes na vida dos candidatos e do povão entre 1964 e 1985, quando vigorou no Brasil a ditadura militar que por sua vez extinguiu os partidos políticos e implantou o bipartidarismo através da ARENA (governo) e MDB (oposição). Ai sim, ou se era um ou outro e a escolha eleitoral se dava muito pela mensagem ideológica.
Da eleição indireta de Tancredo Neves (expert em fazer acordos políticos) à Presidência da República em 15 de janeiro de 1985 para cá, as coisas mudaram intensamente e os homens aprenderam a costurar acordos que ecoam pelo país.
Nestes tempos só as conversações e ponderações vigoram aqui e alhures para se alcançar exitosamente o poder a ser exercido em favor de grupos que se dedicaram à causa político-partidária durante o período eleitoral. De que serve postura ética se o poder pode escorregar repentinamente pelas mãos dos candidatos? O único ponto interessante agora é derrotar alguém que ao longo de um ou dois mandatos se cercou erradamente de amigos. Não há mais como “chorar o leite derramado”. Bola p’rá frente é o que interessa, até o desfecho final em 7 de outubro, ao abrir das urnas e contagem dos sufrágios.
Ainda há tempo neste sábado até a hora convencional definitiva, de se conversar aqui e acolá, procurando firmar um ótimo acordo que possa definir a eleição em favor de alguém. Entretanto, que sejam celebrados os conchavos respeitando-se os cidadãos, porque em verdade absoluta, nesta vida tudo passa e ao tempo se dê tampo para que se mostre como senhor da razão.