terça-feira, 10 de julho de 2012

AO PROFESSOR: UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

A grande imprensa brasileira, também conhecida como quarto poder graças às reações de Governo, principalmente, em função das denúncias que formula e torna públicas, tem sido sem dúvida alguma e em todos os tempos uma ferramenta importantíssima no aprimoramento da democracia brasileira. Ai de nós se ela não estivesse sempre vigilante e atenta, porque sofreríamos sérios desconfortos.

Ao tornar do conhecimento público determinadas situações vexatórias em qualquer área profissional, ela tem contribuído fortemente para que as instituições nacionais se pronunciem mais por ações do que por palavras. Geralmente acordam todos, ao troar das letras e palavras da imprensa e nesse momento buscam fazer valer as leis.

Nos últimos anos a grande imprensa nacional tem levado ao conhecimento da sociedade e autoridades, a real situação vivida pelos nossos mestres em sala de aula e nos educandários, quando se deparam com estudantes agressivos que lhes faltam com respeito e chegam até mesmo à agressão física, machucando a quem lhes transmite conhecimento e cidadania.


Por vezes, tem restado ao mestre agredido apenas comunicar os fatos à direção do educandário e em alguns outros instantes, quando o agressor é maior de idade, registrar queixa e Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia de polícia mais próxima. Fica apenas nisso uma vez que as leis nada ou pouco fazem em favor do agredido.

Pois bem, após tantas divulgações da imprensa de casos assim, a deputada federal do Estado do Paraná Cida Borghetti (PP), apresenta na Baixa Câmara um projeto de lei em que determina punições a estudantes que faltem com respeito ao professor ou que venham a violar regras éticas e de comportamento. Assim, o projeto de Cida pretende alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e lhe acrescentará o respeito ao código de ética e ao de conduta da escola, como responsabilidade e dever da criança e do adolescente. Isso feito e aprovado, simplesmente fará com que o agressor possa ser suspenso, e no caso de reincidência considerada grave, ele poderá ser encaminhado a uma autoridade judiciária.

O projeto é uma luz no fim do túnel e esperamos que os nobres parlamentares discutam o assunto em profundidade, mas façam valer os direitos do professor que tem a responsabilidade cotidiana de transmitir conhecimentos, mas não de receber em troca palavrões e agressões físicas como tem acontecido com tanta frequência por este país afora.

FONTE: Revista Carta Fundamental nº 38, Maio de 2012