PF apreendeu na manhã desta quarta-feira, na Casa
da Dinda, residência do senador Fernando Collor (PTB-AL), carros de luxo — um
Porsche, uma Ferrari vermelha e um Lamborghini.
A ação integra a Operação Politéia, que cumpre 53
mandados de busca e apreensão envolvendo pelo menos três senadores, um deputado
federal, além do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o
ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC). Também foram alvo das ações os
senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), além de
Collor. O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), líder do PP na Câmara, também foi
alvo das ações.
A operação é a primeira deflagrada no âmbito dos
inquéritos abertos em março no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar
suposto envolvimento de políticos no esquema de desvios da Petrobras.
As ações estão sendo realizadas em Brasília e em
seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e
Pernambuco.
Collor se defende: “A defesa do senador Fernando
Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data
em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente
desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais
de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o
ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos”, disse
Collor, em nota publicada no final da manhã.
O senador diz que, por duas vezes se colocou à
disposição para ser ouvido pela PF, “sendo que nas duas vezes seu depoimento
foi desmarcado na véspera.” “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o
destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar
futuras testemunhas.”
Polícia Federal vs. Polícia
Legislativa: A busca
no imóvel do senador em Brasília foi marcada por um bate-boca entre agentes da
Polícia Federal e integrantes da polícia legislativa do Senado. Seis agentes da
Polícia Federal deixaram o apartamento funcional ocupado pelo senador por volta
das 9h40 levando um malote.
De acordo com o advogado-geral do Senado, Alberto
Cascaes, a PF levou um chaveiro para abrir as portas. “Trouxeram o chaveiro,
arrombaram a porta, pegaram o que queriam e foram embora sem dar satisfação”,
disse o advogado que representa a Casa Legislativa.
Cascaes afirma também que a PF se recusou a
apresentar o mandado de busca à polícia legislativa e não deixou ninguém entrar
no apartamento.
Para o advogado do Senado, a PF cometeu um erro
pois tradicionalmente ações de busca em casas de parlamentares acontecem com
participação da polícia legislativa.
Fonte: Pragmatismo Político
COMENTANDO A NOTÍCIA: O interessante disso tudo é que desde ontem alguns políticos de altos cargos neste país, atingidos pela Operação Politéia, estão se pronunciando como humilhados e perseguidos, quando não têm, aparentemente, como se livrar das acusações de que têm sido alvo por pessoas que participaram do maior golpe da realidade brasileira como Lava Jato.
Enquanto isso, é preciso que saibam todos esses políticos que a lei é universal e não apenas para os pobres e pretos - ou quando a elaboraram esqueceram de dar-lhe direção apenas às classes pobre e média menor.
Na verdade, não se pode negar, nunca se prendeu tanta gente importante neste país como atualmente. E sempre a justiça tem dado conhecimento público dos escândalos e dos nomes dos envolvidos nas grandes falcatruas. Em outros governos tudo ficava oculto, protegendo-se nomes de políticos e magnatas.
Pena que os presídios que estejam acolhendo os criminosos não sejam os mesmos que recebem criminosos pobres.
Mas está valendo a pena o trabalho da justiça e da polícia federal, sim. Como diz Boris Casoy, é preciso passar o país a limpo e urgente.
