A natureza, enfim, está sendo generosa com a
população de grande parte do povo paraibano, particularmente aquela que reside
aqui nas regiões do Curimataú e Brejo, muito próximas da cidade de Guarabira,
pois há quatro anos a seca inclemente tem atormentado e destruído toda
esperança de prosperidade econômica do povo e região. Mas, como dizem os mais
antigos, “nada melhor que um dia atrás do outro e uma lua no meio”, pois um dia
as coisas mudarão – e como estão mudando, não é não? Há quase trinta dias as chuvas
estão muito presentes na vida dessa gente, trazendo-lhe novas esperanças e
muita alegria.
Eu diria que o momento é muito especial, pois além
de molhar a terra adequando-a para o plantio e matar a sede dos animais, as
chuvas estão paulatinamente enchendo a cada dia que passa, alguns reservatórios
importantes para populações de municípios que há um bom tempo não têm direito a
receber água potável de boa qualidade e tratada em suas residências ou estabelecimentos
comerciais. O instante é para ser comemorado e muito e por todos, agricultores
ou não, assim imagino.
Fico triste, porém, ao saber que alguns que não
vivem de atividades campesinas, por exemplo, ou residem em lugares ainda
privilegiados e não afetados pela falta de água, se lamentam porque as chuvas
não lhes estão permitindo os costumeiros banhos de praia ou mar, ou presença em
balneários renomados, pois o frio também está presente. Poderia dizê-los
egoístas privilegiados que vivem do prazer.
Mas, como “Deus dá o frio conforme o cobertor”, é gostoso saber que as águas celestes estão ai semeando satisfação e esperança para todos.
Mas, como “Deus dá o frio conforme o cobertor”, é gostoso saber que as águas celestes estão ai semeando satisfação e esperança para todos.
Destacadamente na região, a satisfação é patente
nas populações de Belém, Caiçara e Logradouro, que estão gozando do direito de
saciar a sede e outras necessidades nos seus próprios lares, porque a barragem
de Lagoa de Matias readquiriu a capacidade de lhes fornecer água como dantes.
E que Deus continue abençoando o seu povo e a terra
que um dia criou, matando a sede de tantos e lhes permitindo o direito de
continuar produzindo com o suor do seu rosto. Que outros reservatórios cheguem
a transbordar e logo, e viva a chuva!