domingo, 26 de julho de 2015

E VIVA A CHUVA!



A natureza, enfim, está sendo generosa com a população de grande parte do povo paraibano, particularmente aquela que reside aqui nas regiões do Curimataú e Brejo, muito próximas da cidade de Guarabira, pois há quatro anos a seca inclemente tem atormentado e destruído toda esperança de prosperidade econômica do povo e região. Mas, como dizem os mais antigos, “nada melhor que um dia atrás do outro e uma lua no meio”, pois um dia as coisas mudarão – e como estão mudando, não é não? Há quase trinta dias as chuvas estão muito presentes na vida dessa gente, trazendo-lhe novas esperanças e muita alegria.
     Eu diria que o momento é muito especial, pois além de molhar a terra adequando-a para o plantio e matar a sede dos animais, as chuvas estão paulatinamente enchendo a cada dia que passa, alguns reservatórios importantes para populações de municípios que há um bom tempo não têm direito a receber água potável de boa qualidade e tratada em suas residências ou estabelecimentos comerciais. O instante é para ser comemorado e muito e por todos, agricultores ou não, assim imagino.
     Fico triste, porém, ao saber que alguns que não vivem de atividades campesinas, por exemplo, ou residem em lugares ainda privilegiados e não afetados pela falta de água, se lamentam porque as chuvas não lhes estão permitindo os costumeiros banhos de praia ou mar, ou presença em balneários renomados, pois o frio também está presente. Poderia dizê-los egoístas privilegiados que vivem do prazer.
    Mas, como “Deus dá o frio conforme o cobertor”, é gostoso  saber que as águas celestes estão ai semeando satisfação e esperança para todos. 
     Destacadamente na região, a satisfação é patente nas populações de Belém, Caiçara e Logradouro, que estão gozando do direito de saciar a sede e outras necessidades nos seus próprios lares, porque a barragem de Lagoa de Matias readquiriu a capacidade de lhes fornecer água como dantes. 
     E que Deus continue abençoando o seu povo e a terra que um dia criou, matando a sede de tantos e lhes permitindo o direito de continuar produzindo com o suor do seu rosto. Que outros reservatórios cheguem a transbordar e logo, e viva a chuva!