terça-feira, 14 de julho de 2015




Por: Aldo Ribeiro


“Minha cabeça presa entre dois mundos”. Nunca na história recente do país, esquerda e direita estiveram em campos tão opostos. O fenômeno das redes sociais se tornou um raivoso palanque eletrônico onde todos embarcam no absolutismo ideológico, ainda que muitos nem saibam direito o que diabos significa política de esquerda ou política de direita. Simplesmente entram na onda e escolhem um lado. Ou se é PT ou se é PSDB. Dilma ou Aécio. Ou se é totalmente a favor da redução da maioridade penal, ou totalmente contra. O racismo, a xenofobia, o homossexualismo e tantos outros temas delicados, são discutidos de forma odiosa. Nossa centro-esquerda hoje é órfão. O combalido PT deixa um vácuo em aberto que não é preenchido. Sua representatividade perde cada vez mais força. O radicalismo dos partidos menores e a divisão do PSB nacional, faz com que esse enfraquecimento seja ainda mais acentuado. Na contramão disso tudo, emerge perigosamente uma direita conservadora e cada vez mais compartilhada e disseminada entre as massas. Jovens migram numa proporção cada vez maior para campo ideológico de direita. A classe média baixa, a mesma que o governo petista contribuiu para sua ascensão social, se acosta inocentemente aos mais abastados de poder. Não sabem eles, que seus interesses vão de encontro aos interesses da classe alta e média alta. Apesar de fundamental no apaziguamento dos conflitos sociais do país, o “LULISMO” perde força e mostra sua efemeridade. A mudanças sociais verdadeiramente estruturantes foram colocadas num segundo plano. Nada é por acaso. Temos uma geração de jovens que convivem e são convidados diariamente a trilhar o caminho do crime. Desassistidos, muitos deles aceitam o convite. Esqueceram-se de estruturar a base. Por ingerência ou por conveniência. Talvez pelos dois motivos.


Fonte: Blog do Tião Lucena