A
presidente reagiu às mobilizações por sua saída que o governo chama de
"golpistas" e disse que vai lutar com "unhas e dentes" pelo
seu mandato.
Após
duras críticas que recebeu do seu padrinho político, que disse que ela e o PT
estavam no "volume morto" e que governo enfrenta uma crise
"preocupante" e "dramática", Dilma Rousseff se reuniu nesta
terça-feira, 14, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarcou
em Brasília nesta manhã para uma reunião-almoço com a presidente no Palácio da
Alvorada.
Vários
ministros participam do almoço que começou por volta das 12 horas, entre eles o
da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e da Comunicação Social, Edinho Silva. Na
pauta, a grave crise política que a presidente Dilma está vivendo, com a
insistência de parte da oposição de reivindicar a saída da presidente em ações
que correm contra a presidente no TCU e no TSE. Todos já deixaram o Alvorada. A
reunião durou mais de quatro horas.
Dilma
reagiu às mobilizações por sua saída que o governo chama de
"golpistas" e disse que vai lutar com "unhas e dentes" pelo
seu mandato. Mas Lula acha que a reação não foi suficiente para reverter o
quadro negativo que domina Brasília e continua fazendo críticas à atuação
política da presidente. Enquanto isso, o governo sofre novos golpes, seja com
derrotas na Câmara e Senado em votações, seja por conta da convocação do
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que irá explicar no Congresso as
operações da Polícia Federal.
Politéia – Neste clima conturbado e negativo,
foi deflagrada na manhã desta terça a operação Politéia, desdobramento da Lava
Jato no Supremo Tribunal Federal, atingindo senadores da base aliada, como
Fernando Collor (PTB) e Ciro Nogueira (PP) e o ex-ministro da Integração
senador Fernando Bezerra (PSB). Mais um complicador na relação com a já
complicada base aliada que tem sido rebelde com o governo.
O
Planalto está preocupado com estas investidas da PF, que tem criado muitas
complicações políticas para o governo. Novas denúncias envolvendo políticos
poderiam surgir, tencionando ainda mais as relações com a base aliada.
Lula
tem dito que não tem mais argumentos para defender o governo, que Dilma não o
ouve e que ela precisa sair às ruas para dizer que tudo está fazendo pelo País,
defendendo o seu legado.
Nos
últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a chamar
ministros, nomes de peso PT e representantes de movimentos sociais para
conversas reservadas, em São Paulo. Preocupado com o impacto da Operação Lava
Jato, com as novas medidas impopulares que serão tomadas e com os efeitos
recessivos do ajuste fiscal, Lula avalia que, se Dilma não começar a percorrer
o País e a divulgar notícias boas, os problemas podem se agravar. Com
informações do Estadão Conteúdo.
Fonte:
Notícias ao Minuto
