Por Nonato
Nunes
Amigo
leitor. Conta a história que Luiz Inácio esteve viajando por alguns países
“defendendo os interesses do Brasil”. O que deixa o Ministério Público Federal
– e nós, também, óbvio – com uma “pulga
atrás da orelha” é o fato de que o ex-presidente, durante essas viagens, esteve
sempre sob o “guarda-chuva” da Odebrecht, uma das maiores empreiteiras do país
e maior interessada em obras no exterior, especialmente em países cujos
mandatários têm a mesma mentalidade paleolítica do lobista em questão.
Argumentam
que não é vedado a um ex-presidente defender os interesses de empresas
nacionais. Óbvio que não... Mas por que só aquela, especificamente? E o que
diabos Luiz Inácio pode dizer tanto numa palestra? Cá entre nós: ou a
assistência costuma usar a mesma técnica do herói grego Ulisses, que para não
ser atraído pelo canto da sereia vedou os ouvidos, ou os caras têm mesmo
propensão para o masoquismo. Ouvir um palestrante do tipo é como colar os
ouvidos num desses “paredões” de som: um inferno...
Mas
o que me chama a atenção, amigo leitor, é que o mesmo Luiz Inácio não foi capaz
de sair em defesa da até então prestigiosa Petrobras quando o cocaleiro Evo
Morales decidiu, de chofre, ocupar as instalações da maior estatal brasileira.
Da noite para o dia o “glorioso” e “heroico” exército boliviano, de armas em
punho, declarava que dali por diante as instalações da Petrobras passariam a
fazer parte do patrimônio nacional boliviano. E Luiz Inácio? O que fez Luiz
Inácio? Ora, nada... Ele buscou até justificativas para a agressão perpetrada
contra o Brasil.
Pensando
cá com os meus botões, fiquei com a nítida impressão de que tudo fora
previamente combinado. Ou será que não?! Embora... embora.... ainda acredite
que nenhum dirigente, por mais irresponsável que possa ser, seja capaz de,
propositalmente, “jogar contra o próprio patrimônio”. Porém... E se assim o
fez, Luiz Inácio cometera um “crime de lesa pátria” para o qual não pode haver
perdão. Fico imaginando uma ação daquela, cometida pelo cocaleiro boliviano,
contra uma Exxon, Texaco, Stardard Oil ou British Petroleum (BP)... Acho que La
Paz viraria La Guerra... Mas o compromisso de Luiz Inácio é consigo mesmo... O
resto... Bem, o resto que se...
Se
prestarmos bem atenção, as viagens de Luiz Inácio pelo “caminho das traças” só
computaram prejuízos para o lado de cá. O BNDES, banco de fomento ao
desenvolvimento, passou, desde então, a ser a fonte financiadora das
estripulias de Luiz Inácio em Cuba, na Venezuela, na República Dominicana e até
na África... Ao menos no caso de Cuba, o financiamento do porto de Mariel teria
sido todo ele em dólares (ou real?), mas o pagamento (caso venha a se
concretizar) seria feito em peso cubano. Ou seja: uma moeda que nada vale. Ao
menos foi essa a denúncia feita ainda durante a campanha de 2014.
Enfim,
amigo leitor, entramos num buraco sem fundo... Assim sendo, não sabemos onde
vamos parar.
Um
abraço e até a próxima.
