Esta pode ser uma semana decisiva para
o movimento grevista na UFPB. Na sexta-feira (24/7), os professores voltam a se
reunir em assembleia e vão avaliar o resultado de duas importantes mesas de
negociação. A primeira delas aconteceu na segunda-feira (20), no Ministério do
Planejamento (Mpog). A segunda foi nesta quarta-feira (22) e tratou de questões
específicas do setor da educação - por essa razão, contou também com a presença
de representantes do Ministério da Educação.
Serão realizadas assembleias nos campi
de João Pessoa, Areia e Bananeiras, todas elas às 9h. Em João Pessoa, a reunião
será no auditório da reitoria. Além dos professores do campus I (incluindo os
da unidade Centro de Ciências Jurídicas de Santa Rita), também participam dessa
reunião os docentes dos campi IV (Litoral Norte) e V (Mangabeira). Em Areia e
Bananeiras, a assembleia acontecerá nas respectivas subsecretarias do Sindicato
dos Professores (Adufpb).
As assembleias vão avaliar o resultado
das duas mesas de negociação realizadas esta semana. Na última segunda-feira,
representantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos
Federais (Fórum dos SPF) reuniram-se com o secretário de Relações de Trabalho
do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, que insistiu na proposta de
reajuste salarial de 21,3% parcelado em quatro anos.
Essa foi a terceira audiência de
negociação desde o lançamento da campanha salarial unificada dos SPF, no dia 25
de fevereiro. Nas duas primeiras, a única proposta foi o índice de 21,3%
parcelado em quatro vezes - 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em
2019. Na última, a negociação apresentou avanços em termos da negociação dos
benefícios.
Para os auxílios alimentação e saúde,
sem reajuste há três anos, o governo propôs correção de 22,8%, o primeiro
passaria a ser R$ 458 e o último proporcional por faixa etária, sendo o mínimo
R$ 101 e o máximo R$ 205. Já o auxílio creche, desde 1995 sem correção
inflacionária, o acúmulo representa um reajuste de 317%, variando de acordo com
os valores praticados em cada estado.
MESA
SETORIAL. Já nesta quarta-feira, os docentes participaram de uma mesa
setorial de negociação, que discutiu especificamente a pauta de reivindicações
da educação, mas não trouxe avanços. O Ministério do Planejamento apenas
reafirmou a proposta já apresentada ao Fórum dos SPF de reajuste de 21,3%,
parcelado em quatro anos.
O Secretário da SRT/Mpog, Sérgio
Mendonça, sinalizou que o percentual poderia ser aplicado para a reestruturação
da carreira do professor federal ou aplicado de forma linear. Diante de nova
recusa das entidades presentes, foi apontada uma nova reunião ainda no mês de
julho, para que os representantes do governo apontem onde é possível avançar e
quais propostas efetivas têm em relação às pautas apresentadas.
Da ADUFPB SEÇÃO
SINDICAL DO ANDES-SN