247
- Delator na
operação Lava Jato, o ex-gerente da Diretoria da área Internacional
Petrobras Eduardo Musa disponibilizou ao Ministério Público Federal extratos de
sua conta no banco suíço Julius Baer, pela qual ele confessou ter recebido sua
cota da propina de US$ 5 milhões que teria sido paga pelo Grupo Schahin sobre
contrato de operação do navio-sonda Vitoria 10000.
De
acordo com Musa, o acerto da propina e a contratação da Schahin teria sido fechado
pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelo operador do PMDB Fernando Antonio
Soares Falcão, o Fernando Baiano, novo delator-bomba da Lava Jato.
"A
conta no Julius Baer tinha por objetivo receber propina da Schahin e da
Vantage", afirmou Musa, que foi gerente da Petrobras entre 2006 e 2008, em
sua delação. Ele deu os nomes de outras empresas ainda usadas pelo grupo
para os pagamentos em sua conta no Julius Baer, na Suíça. "Recebeu
depósitos das offshores Deep Black Drilling, Black Gold Drilling e Dleif
Drilling, todas de propriedade da empresa Schahin relativas à sonda Vitoria 10000."
Segundo
Musa, em encontro no escritório de Fernando Baiano, no Rio, Bumlai e Baiano
acertaram o pagamento de US$ 5 milhões, viabilizado por Fernando Schahin, para
o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró – preso desde
janeiro, pela Lava Jato – e dois ex-gerentes da área, Luis Carlos Moreira e
Musa.
Por
meio de sua assessoria de imprensa, José Carlos Bumlai informou que "não
participou de reunião alguma com essas pessoas" e que não tratou de
contratos da Petrobras. Bumlai nega que tenha qualquer relação com as mentiras
já publicadas, e repudia as novas infâmias que estão sendo agora assacadas contra
sua pessoa.. Fonte: Brasil 247.