segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

TÍPICA CIDADE INTERIORANA

Na última terça-feira, 31, depois de sair de T
aperoá, terra de Ariano Suassuna, no Cariri paraibano, tomei a estrada de barro e dirigi-me à cidade de Sumé, e aproveitei a oportunidade para conhecer São José dos Cordeiros, uma típica cidade interiorana onde o tempo parece ter parado.

Segundo o IBGE, o município é habitado por 3.985 pessoas (Censo 2010), e desse total 1.643 pessoas residem na área urbana, o que talvez explique a tranquilidade do lugarejo e a simplicidade de viver do seu povo, que vive da agricultura e criação de gado bovino e caprino, e de avicultura.

O povo muito simples preserva o hábito salutar do cumprimento, e sabe acolher a todos, principalmente aos que procuram uma informação. E se alguém não sabe informar com certeza, solicitamente vai em busca de quem o possa fazer. O importante é deixar o visitante contente com a resposta, obsequiosidade que a cidade grande esqueceu e que não se aprende nos bancos da escola, mas no recôndito do lar.

Às calçadas sentam-se alguns a prosear naturalmente, pondo as informações da cidade e da zona rural em dia. Ai as novelas são para os mais jovens e românticos. Nesse proseamento o importante é passar o tempo. e saber como vai a cidade e a vizinhança, também. Têm a atenção despertada quando surge um carro diferente ou alguém que caminha, e com certeza é de fora, porque nunca foi visto no lugarejo.

O mercado público da cidade chama a atenção por ostentar uma estética bem cuidada e conservando as iniciais linhas arquitetônicas, coisa que não acontece em muitas cidades paraibanas, onde os mercados são tratados pelo poder público municipal apenas como verdadeiros depós
itos de mercadorias a serem comercializadas num determinado dia da semana, e nada mais que isso.


As terras férteis de São José dos Cordeiros foram responsáveis pelo assentamento de muitas famílias que investiram suor e lágrimas para construir o povoado, desde 1877, quando era conhecido como Sítio Casa da Baixa, da família Cordeiro.

Ao padre Alípio Cordeiro coube a responsabilidade de construir a capela, por volta de 1910, atual igreja matriz de Nossa Senhora das Dores, muito bonita e bem cuidada, pelo que vi, depois de tantas e cuidadosas reformas.

A história administrativa do lugar revela que teve durante muitas décadas o seu nome original Cordeiros alterado para São José dos Cordeiros, Aradecô e, finalmente, São José dos Cordeiros graças à Lei Estadual nº 2.662, de 22 de dezembro de 1961, com instalação oficial do município no dia 31 desse mesmo mês e ano.

Estava assim emancipado politicamente do município de São João do Cariri e colabora para o desenvolvimento econômico, político e social do Cariri e da Paraíba.