terça-feira, 20 de março de 2012

URÂNIO AMEAÇA UM MUNICÍPIO

É danado mesmo, até parece que a máxima “de esmola grande pobre desconfia” tem realmente validade. A classe dos menos favorecidos já trabalha uma jornada semanal fora do comum e recebe uma verdadeira merreca pelo que produziu com tantos esforços. Emprego não consegue e assim vive o dia inteiro sob sol e chuva “puxando cobra para os pés”, como dizem nossos agricultores, limpando mato e tentando colher alguma coisa se São Pedro der chuva suficiente para garantia de boa safra. Assim, entra ano e sai ano e nada de prosperar.

Um dia, a esperança bate à porta do trabalhador sertanejo, anunciando-lhe a possibilidade de melhora de vida em família e na comunidade, porque vão surgir empregos e mais empregos. A região está rica e precisa de muitos braços para trabalhar na produção de minério. Haverá empregos e salários mais decentes. Essa é a grande hora. Porém, a voz da ciência é mais forte e de repente se intromete na sua vida e no cotidiano dos demais habitantes do lugarejo, porque suspeita que há algo estranho afetando-lhes a saúde e condenando-os á morte. Confirmando-se cientificamente a previsão, todos terão que abandonar as suas casas, seus costumes,seus amigos e o seu berço natal.

Assim está sendo a vida dos paraibanos sertanejos de São José de Espinharas, onde habitam 4.760 pessoas, entre homens e mulheres (CENSO 2010). O município faz divisa com o Estado do Rio Grande do Norte, e em suas terras abunda o urânio, do qual a radioatividade pode estar causando danos à população.

Há um ano, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), através do Departamento de Energia Nuclear (DEN), faz estudos para avaliar em São José de Espinharas a relação entre a presença do urânio e os casos de câncer de pele na população, pois se sabe que o contato prolongado do ser humano com a radioatividade, ocasiona envenenamento por inalação ou por absorção através da pele, com o surgimento de dor de cabeça, diarreias, náuseas, vômitos e queimaduras.

Enquanto isso, também observam atentamente a flora e a fauna, enquanto recolhem amostras de urânio, do interior das pedras existentes na cidade.

O que é fato é que está havendo um cuidado muito grande por parte da Universidade Federal de Pernambuco, com a finalidade descobri a verdadeira razão da existência de um número tão significativo de câncer de pele e problemas respiratórios em grande parte da população daquele município, e se constatando a veracidade das suspeitas, a cidade será evacuada como meio de proteger os seus habitantes.

Até lá, é se trabalhar com a esperança de que não seja preciso isso acontecer, pois os prejuízos dos moradores não serão apenas sentimentais e patrimoniais, porém culturais sem dúvida alguma.

FONTE: PORTAL CATINGUEIRA (www.catingueiraonline.com)