sábado, 14 de abril de 2012

CENTENÁRIO DE JORGE AMADO


Se vivo fosse, o romancista Jorge Amado, nascido a 10 de agosto de 1912, no município de Itabuna, Estado da Bahia, estaria comemorando este ano, um século de vida. Faleceu na cidade de Salvador a 6 de agosto de 2001, às 19h30. Em vida, pedira aos familiares para cremar o seu corpo após a morte e que as suas cinzas fossem espalhadas em torno de uma frondosa mangueira no quintal de sua residência, no Bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Viúvo de Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha que faleceu aos 14 anos de idade, casou-se depois com Zélia Gattai, com quem teve os filhos, João Jorge e Paloma.
Em sua homenagem, no Pelourinho, em Salvador, pode se visitar a Casa de Jorge Amado, onde está à disposição um completo acervo sobre a sua vida.
Desde muito jovem mostrou-se inclinado às letras, tendo aos 15 anos ingressado no jornal Diário da Bahia. Formou-se em Direito na cidade do Rio de Janeiro, porém, não exerceu a profissão, resolvido a preferir a literatura à qual se dedicou ardorosamente.
Em 1912, em plena juventude, produziu a obra O País do Carnaval, tendo sido relançada este ano pela Companhia das Letras. Daí, vieram mais 45 livros, na grande maioria romances, como Cacau; Suor; Jubiabá; Mar Morto; Capitães da Areia; Gabriela Cravo e Canela (1958); Dona Flor e Seus Dois Maridos; Farda, Fardão, Camisola de Dormir; Pastores da Noite; Seara Vermelha; Terras do Sem Fim; Tieta do Agreste; Teresa Batista Cansada de Guerra; A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água; Os Velhos Marinheiros; O Compadre de Ogum; Tenda dos Milagres; São Jorge dos Ilhéus; Tocaia Grande e outros mais.
No Brasil vendeu 20 milhões de exemplares. Suas obras foram traduzidas em 55 países e vendeu mais de 60 milhões de livros. Celebrizou-se e em vários países, Jorge Amado foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa.
No ano de 1945, elegeu-se deputado federal pelo estado de São Paulo. No período getulista vivido pelo Brasil, Jorge era então filiado ao Partido Comunista Brasileiro, pelo que foi exilado e passou a viver no exterior, entre Uruguai, França, Argentina e Praga.
Na Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira cujo patrono fora o romancista cearense José de Alencar e com o seu falecimento, passou a ser ocupada pela sua amada Zélia Gattai.
As suas obras foram traduzidas no mundo inteiro e enriqueceram o teatro, canções, o cinema, novelas, seriados, cordéis, a TV e o rádio. Sempre se fizeram presentes na vida do povo e dos que amam a literatura romancista.. Era materialista, porém, sempre se mostrou simpatizante do candomblé
Um eterno apaixonado pela esposa, quando foi entrevistado sobre a vida pelo Jornal Estado de São Paulo, Jorge Amado assim se expressou: "A vida me deu mais do que pedi e mereci. Não me falta nada. Tenho Zélia e isso me basta".