A ARISTIDES SOARES
As ações de Deus não foram construídas para serem discutidas por nós, simples filhos mortais seus, conforme podemos ver nas páginas do seu Livro Sagrado, mas para serem sentidas enquanto a alma apegada estiver a nós. Cada acontecimento por mais estranho, tem a marca divina e nos cabe apenas interpretá-la ou rezar de acordo com a nossa fé.
Trabalhamos até a exaustão; amamos, fazemos filhos e construímos um lar; discutimos porque discordamos ou queremos repreender e nos recolhemos buscando no sono o descanso que imaginamos merecer por tudo quanto fizemos durante o dia. E às vezes nem nos despedimos dos entes mais queridos, como se fossemos imortais, quiçá porque acreditamos no amanhã e na vida.
Diante do desaparecimento precoce do proprietário rural e amigo Aristides Soares, tacimense de berço e guarabirense por aqui residir durante tantos anos, servindo ao município como funcionário público e como membro da sociedade que acolheu a si e esposa Elizabete Aquino, filhos e netos, expomos do poeta maior Vinicius de Moraes, os versos que tão bem expressam A MORTE
Trabalhamos até a exaustão; amamos, fazemos filhos e construímos um lar; discutimos porque discordamos ou queremos repreender e nos recolhemos buscando no sono o descanso que imaginamos merecer por tudo quanto fizemos durante o dia. E às vezes nem nos despedimos dos entes mais queridos, como se fossemos imortais, quiçá porque acreditamos no amanhã e na vida.
Diante do desaparecimento precoce do proprietário rural e amigo Aristides Soares, tacimense de berço e guarabirense por aqui residir durante tantos anos, servindo ao município como funcionário público e como membro da sociedade que acolheu a si e esposa Elizabete Aquino, filhos e netos, expomos do poeta maior Vinicius de Moraes, os versos que tão bem expressam A MORTE
A morte vem de longe
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.
Que a poeira das estrelas brilhem mais intensamente sobre a estrada neste momento percorrida pelo companheiro Aristides, para que se sinta iluminado como na terra também o foi quando durante todo tempo conviveu com seus irmãos em Cristo.