A GREVE DAS UNIVERSIDADES (V)
A greve dos professores e servidores das Universidades Federais, cerca de 59 no país, sendo a principal a da Paraíba com quase 40 mil alunos sem aulas, parece não merece a menor atenção do Ministério da Educação, enquanto o alunado assiste ao passar dos dias sem aulas, e o seu semestre letivo ficando comprometido.
Até parece que os pais de alunos que estudam fora de casa, em municípios distantes, não têm outras obrigações econômicas, como manter a própria casa e o seu cotidiano em sociedade. Em verdade, ainda que o estudante (não residente em alojamento da Universidade) vítima da greve esteja em sua residência paterna, também há custos e altos na cidade em que passou a residir quando se matriculou, porque ali se alugou casa ou apartamento (por 06 meses ou 01 ano) para sua moradia e além do aluguel mensal, também há despesas com água e energia elétrica. E o contrato de locação está findando e se terá que renová-lo. E os 06 meses de estudos, foram para o beleléu, claro!
É uma pena que o país assista a essa indecisão do governo federal que permanece completamente silencioso e indiferente, pois afinal já se caminha para o segundo mês em greve, iniciada a 17 de maio. Enquanto isso, as reuniões para discussão da pauta de reivindicações do professorado não acontecem e o tempo vai passando, passando, até quando?
Ao Ministro Mercadante cabe tomar uma decisão definitiva e receber os representantes da classe para discutir exaustivamente e apresentar a proposta o governo, sim. Não é possível se ficar apenas no blá, blá, blá político e deixar o tempo passar como se esse não urgisse.Hoje vi e ouvi vários alunos nessa situação de estudando “parece mas não é” e se mostravam preocupados com a situação do seu semestre que se acha comprometido. Aparecerá, certamente, algum arauto palaciano dizendo que tudo sairá bem e não haverá prejuízo algum para a classe estudantil. Ninguém se engane: o semestre está ficando comprometido.
Enquanto isso o pais precisa e muito de formandos para melhorar a sua posição cultural e técnica para poder competir no mercado mundial com outros paises, e isso só acontece se dando educação de boa qualidade. Está-se adiando a formação acadêmica desses estudantes e entendemos que isso trará prejuízos para todos.
Conheço um jovem estudante de medicina que frequentava uma Universidade de outro Estado brasileiro e que se decidiu a estudar na Paraíba um novo curso, considerado de futuro. Está parado "a ver navios...".