A HORA DO JOGO
No município o grande tabuleiro está preparado e os jogadores se posicionam para o início da grande partida onde a cidade é o troféu. Têm até 7 de outubro para o desfecho final, quando o público eleitor dará a sua palavra decisiva contemplando um deles, pelas estratégias empreendidas. E que sejam elas elegantes e responsáveis. Até o dia “D” tudo pode acontecer, pois os jogadores principais estão na observação de quem melhor articula os peões do imenso xadrez.
Uns já se acham vitoriosos e cantam a pedra de véspera, entretanto todos já assistimos coisas semelhantes aqui e ali, sendo vitorioso de repente quem nada tinha a lhe garantir o triunfo. Em política não se pode ir com muita sede ao pote, porque ele pode estar vazio. É preciso cautela e muita.
Em jogos elaborados em outro ambiente que não o popular, onde a palavra final não dependia do eleitorado, já vimos Antonio Mariz (simpático aos governantes de então) dormir governador e acordar derrotado por um simples professor que nada tinha de político, embora depois se mostrasse astuto e dos bons: Tarcísio Burity. José Maranhão era governador e todas as pesquisas mostravam isso muito bem, mas cedeu o Palácio da Redenção ao qual se habituara viver em anos anteriores, a quem se dizia não ter densidade eleitoral. Tenta agora a prefeitura da capital e no palácio despacha diariamente Ricardo Coutinho.
Que venham, pois, e apresentam melhores propostas e projetos em favor do município que tem tantos problemas acumulados ao longo de tantas gestões. O que interessa ao povo é a objetividade dos discursos proferidos e acompanhados de comprovação de forma do cumprimento das promessas. O resto fica a cargo do tempo e dos eleitores.