Diz-se ainda hoje que
nem todos podem ter acesso ao poder porque esse poderá subir-lhes à cabeça, fazendo-os
dar cabeçadas enormes enquanto durar-lhes a vitória, e enquanto isso,
esquecerão a humildade e tentarão em nome da bajulação, já que são meros
plantonistas, buscar prejudicar a todos que supostamente abaixo de si estejam.
Crescer ainda que por
instantes, é uma verdadeira arte que precisa ser abençoada pelo Criador, para
que na caminhada do regresso, e essa é por demais cruciante, à base de onde se
saiu, se possa estender a mão e cumprimentar e ser cumprimentado por todos que o
vejam, ainda que silenciosamente.
É gostoso um dia se voltar
ao princípio, sob olhares amistosos daqueles a quem se cumprimentou no instante
da subida. Tem-se nesse retorno a certeza plena de que um cargo nunca falou
mais alto e foi exercido em favor do crescimento e desenvolvimento do seu
semelhante.
O poder é efêmero,
sabe disso o homem inteligente e que carrega no peito um sopro de simplicidade.
É preciso saber vive-lo e distribuí-lo sabiamente entre os demais seres
humanos, aqui e alhures.
O homem não pode
esquecer o seu real tamanho, peto simples fato de estar subindo ou no ápice já
estar. Precisa saber que antes dele outros ali já estiveram, enquanto tantos
outros já caminham em direção a esse mesmo lugar.
Se o homem passa
sobre a Terra, os cargos também passam, mas a solidariedade e a simplicidade se
perpetuarão sempre, porque foram ensinamentos desde o o seu surgimento.
Cresça o homem, sem
abandonar a humildade, para que possa servir a todos. O poder precisa ser
solidário, sempre.
