Mais uma história
triste para a conta do Brasil, a pátria educadora. No país que diz focar seus
investimentos na educação dos jovens, a professora Carla Valéria de Oliveira,
41 anos, que leciona em Aracaju, no Sergipe, é a prova de que as coisas vão
mal. Ela foi espancada por um de seus alunos, de apenas 16 anos.
O caso começou quando
um grupo de alunos estourou um mictório com bombas de festa junina. A escola
apurou para descobrir quem eram os autores do vandalismo e, entre eles, estava
o adolescente acusado de agressão. Carla, que também é diretora na Escola
Estadual Senador Lourival Fontes, então, foi alvo do aluno enfurecido com a
punição que receberia.
“Ele [aluno] ficou
sabendo que ia ser expulso. Então veio cantando uma música violenta, Falou eu
saio, mas eu lhe mato. Partiu para cima. Deu o primeiro murro e eu caí. E me
socou, vários murros. A cabeça batia muito na parede e eu só conseguia gritar
pedindo socorro. Uma colega passou por ele depois e ele disse: a diretora está
morta. Essa era a vontade dele. Dá medo ser professor hoje em dia”, relatou
Carla a uma rádio local.
Carla, agora,
desistiu de sua escola. Assustada e com medo de que a cena se repita, ela pediu
transferência. Como alerta, avisa que o grande problema do colégio é o consumo
de drogas internamente, que ela tentou combater em vão. O aluno que a agrediu,
segundo ela, já havia sido alvo de diversas conversas, inclusive com sua
família, sobre comportamento inadequado.
Fonte: Yahoo Notícias
