Uma
pesquisa desenvolvida no Departamento de Farmácia da Universidade Estadual da
Paraíba (UEPB) pode trazer uma esperança para os pacientes que convivem com a
diabetes mellitus, uma das principais epidemias do século que, segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), é a quarta causa de morte no mundo. De
acordo com a International Diabetes Federation, mais de 124 mil pessoas morrem
vítima da doença por ano no Brasil.
Estudos
da professora Maria do Socorro Ramos de Queiroz apontam que o consumo diário de
farinha de maracujá reduz a quantidade de açúcar no sangue, contribuindo para tratar
à diabetes tipo II.
Os
pacientes dessa enfermidade deixam de produzir insulina e acabam não absorvendo
o açúcar do sangue, que se acumula e prejudica o funcionamento do organismo. A
doença pode levar a dificuldades de cicatrização, problemas na visão e outros
danos que comprometem seriamente a sua qualidade de vida.
No
estudo realizado pela professora Maria do Socorro, e coordenado pela professora
Silvana Santos, do Departamento de Biologia da UEPB, verificou-se que a farinha
da casca de maracujá é rica em vários tipos de fibras e tem propriedades
medicinais, como a habilidade de diminuir os níveis de colesterol e glicemia e
propiciar o bom funcionamento do sistema gastrointestinal.
Participaram
da pesquisa 43 pacientes diabéticos que usaram a farinha da casca de maracujá
diariamente, o que acarretou na redução em seus níveis de glicemia. Além dos
bons resultados do estudo, que foi publicado no periódico científico “Nutrition
Journal”, foram patenteados pelo Núcleo de Propriedade Intelectual (NPI) em favor
da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) dois produtos utilizados no
processo.
Os
resultados da pesquisa serão apresentados na próxima sexta-feira (17), às 9h,
no Auditório do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), em João Pessoa.
A
DOENÇA. Diabetes
mellitus é uma condição na qual o pâncreas deixa de produzir insulina ou as
células param de responder à insulina que é produzida, fazendo com que a
glicose sanguínea não seja absorvida pelas células do organismo e causando o aumento
dos seus níveis na corrente sanguínea.
Existem
dois tipos de diabetes mellitus. O tipo 1 é predominante na infância e na
adolescência. A idade em que ela se inicia geralmente é de 10 aos 14 anos (pico
de incidência). Ela resulta da destruição das células beta do pâncreas –
células produtoras de insulina. Esta destruição é mediada por respostas
autoimunes celulares. Ou seja, o próprio organismo destrói suas células,
levando ao aumento da glicose no sangue por déficit absoluto de produção de
insulina.
Já
o tipo 2 é considerado uma das grandes epidemias do século 21 e afeta quase 90%
das pessoas que têm diabetes, sendo o tipo mais comum. Ocorre quando o nível de
glicose no sangue fica muito alto. O diabetes tipo 2 ocorre quando não há
produção suficiente de insulina pelo pâncreas ou porque o corpo se torna
menos sensível à ação da insulina que é produzida. Os sintomas incluem
aumento da frequência urinária, letargia, sede excessiva e aumento do apetite –
muitas vezes não acompanhado de ganho de peso.
*Créditos
das fotos: Maracujá (divulgação); UEPB (Divulgação); teste de glicemia: Marcos
Santos/USP Imagens (Fotos Públicas).
Fonte: Portal CORREIO
