sexta-feira, 17 de junho de 2016

NA PARAÍBA, APENAS 13 MUNICÍPIOS POSSUEM MÉDICOS ANESTESISTAS RESIDENTES




Um problema que pode custar uma vida. Dos 223 municípios paraibanos, apenas 13 possuem médicos anestesistas residindo nas cidades, alerta o médico e deputado estadual José Aldemir (PP). 

Segundo o parlamentar, o dado revela um cenário preocupante. “A ausência desses profissionais no interior do Estado e a consequente precariedade nos serviços oferecidos pelos centros de saúde acabam por prejudicar os paraibanos, que podem acabar pagando com a própria vida”, disse.

Ainda segundo o deputado, um exemplo simples de como este problema tem implicações na prática é a concentração de cirurgias nas principais cidades do Estado, gerando longas filas de espera e até mesmo a realização de cesarianas em municípios distantes de onde a gestante reside. 

Recentemente, a dona de casa Mariana da Silva Santos precisou se deslocar de Puxinanã para Campina Grande para poder realizar a cesariana de seu filho. “Tive que ir para Campina porque na minha cidade não tem anestesista. O deslocamento foi muito ruim porque estava com dores e com medo de ter algum problema com o meu bebê. Se tivesse um médico na cidade, todo esse transtorno poderia ser evitado”, desabafa.

O deputado garantiu que levará o tema ao plenário da Assembleia Legislativa e cobrará com urgência as medidas necessárias para a solução do problema. Da Assessoria de Imprensa do Deputado.

Opinião do Blog: Reconheça-se a boa vontade e interesse do deputado José Aldemir em denunciar esse fato, porém há que se entender também que nenhum profissional liberal tem a obrigação de residir fora do município ou cidade da sua vontade, do seu querer.
      Por aqui em Guarabira e região, não são poucos os pacientes que sofrem à falta de médicos, e justamente porque não querem prestar serviços em cidades diferentes de Campina Grande e João Pessoa, maiores centros do Estado. 
     Infelizmente vive-se essa situação atualmente pelo menos na Paraíba. Prefeitos e mais prefeitos têm dificuldade para contratar médicos que preferem estar trabalhando em ciades maiores onde os recursos humanos e materiais podem ou são realmente ser melhores.
      Um outro caso marcante e muito pouco divulgado é aquele que envolve o médico que pede ao colega de plantão para substituí-lo porque precisa se ausentar naquela data. E nesse caso, esquece-se que já adquiriu credibilidade perante a clientela e essa  dificilmente se achará bem em sendo atendida por outro nome, ainda que de reconhecida competência.  
        Essa situação levantada pelo deputado José Aldemir, além de atual é extensiva a uma enorme quantidade municípios paraibanos, sim. É uma preocupação valorosa.